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Coroas de Cristo na Serra das Areias

Danielli Bettini

Aqualera, café e nankin. 210mm x 148mm. 2020

A depressão é o enlace com real
O pessimismo não é de mim
O mundo está em caos
Foi engraçado quando eu ouvi ano passado
Que parte do mundo ia ser levado e preu não ir precisaria de cuidado
O bafo da morte nunca foi tão quente
Nunca abraçou tanta gente
E você aí com sua cara efêmera
O sonho efêmero de construir a família perfeita
Enquanto a foligem pinta o chão do quintal de cinza
Olha pro espelho e só vê a insatisfação e corre atrás de filtros, cirurgias plasticas, mas não se dispõem a olhar pra sua negação
Quem não conhece seu passado e sua história se perde em seu andar
Perambula sem saber que passo dar
A trilha de onde veio é apagada pra te conduzir sempre pro mesmo lugar
O nevoeiro do esquecimento eterno é o leito daquele que se recusa a dizer que as cicatrizes não tratadas ainda marcam corpos
O silêncio da disputa pela torre onde realidade pode ser dissimulada não é menos devastador
Sei que ainda lá se escuta um pouco da ferida de quem sente a dor
Então jogam de cima flores e palavras sobre amor
Que caem já secas, forram o chão e obrigam quem não habita a torre a pisar sobre cadáveres
Cê só sabe como é quando conhece o som da pedrada
Daqui eu vejo a pedra rolar e as cabeças serem esmagadas
Mas é Eduardo Taddeo, Necrotério dos Vivos que traz a palavra lavrada

Site elaborado pela turma de Laboratório de produção artistica , 2020.

Professora Drª Sayni Veloso

Editado por : Bárbara Stela Oliveira

Divulgado pelo projeto Redário das Artes 

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